Tratamento e cirurgia · Asa Sul, Brasília – DF

Endometriose em Brasília

Diagnóstico por imagem e tratamento clínico ou cirúrgico da endometriose, com o Dr. Carlos Portocarrero, ginecologista em Brasília. Dor pélvica, cólica incapacitante e dificuldade para engravidar têm, muitas vezes, a mesma origem.

Dr. Carlos Portocarrero, ginecologista em Brasília

Vídeo · 1 min

Endometriose profunda: você precisa operar?

O Dr. Carlos Portocarrero explica por que o achado de endometriose profunda no exame não significa, sozinho, indicação de cirurgia: a decisão considera sintomas, órgãos envolvidos, tratamentos anteriores, idade, desejo de engravidar e qualidade de vida.

Ler a transcrição

Seu exame mostrou endometriose profunda. Isso significa que você precisa operar? Não necessariamente.

Na minha avaliação, a decisão de operar não depende apenas do que aparece na ressonância ou na ultrassonografia. Eu considero a intensidade dos sintomas, os órgãos envolvidos, tratamentos anteriores, idade, desejo de engravidar e o impacto da doença na qualidade de vida.

Existem pacientes com doença extensa que podem ser acompanhadas sem cirurgia. E existem situações em que operar realmente pode ser o melhor caminho.

Depois de mais de 25 anos tratando endometriose, uma coisa ficou muito clara para mim: não se opera um exame. Nós tratamos uma paciente. E a decisão precisa ser individualizada.

O que é endometriose?

A endometriose é uma doença em que o tecido semelhante ao endométrio — a camada que reveste o útero internamente — cresce fora da cavidade uterina, podendo acometer ovários, tubas, peritônio, intestino e bexiga.

Estima-se que a doença afete cerca de uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva. Apesar de frequente, o diagnóstico ainda demora anos em muitos casos, o que reforça a importância de valorizar os sintomas e procurar avaliação especializada.

Formas de apresentação

  • Endometriose peritoneal — implantes superficiais no peritônio;
  • Endometriose ovariana — cistos com conteúdo achocolatado (endometriomas);
  • Endometriose profunda — implantes que ultrapassam 5 mm de profundidade, podendo comprometer intestino, bexiga e ligamentos.

Principais sintomas

  • Cólica menstrual intensa e progressiva (dismenorreia);
  • Dor pélvica crônica;
  • Dor na relação sexual (dispareunia);
  • Alterações intestinais ou urinárias no período menstrual;
  • Dificuldade para engravidar.

Diagnóstico

Além da história clínica e do exame físico, o mapeamento da endometriose por ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal permite identificar a localização e a profundidade das lesões, orientando o planejamento terapêutico com precisão.

Tratamento em Brasília

O tratamento é individualizado e considera a intensidade dos sintomas, a extensão da doença e o desejo reprodutivo. As opções vão do tratamento clínico hormonal ao tratamento cirúrgico minimamente invasivo por laparoscopia ou cirurgia robótica, com preservação da fertilidade sempre que possível.

O Dr. Carlos Portocarrero é cofundador da Bonvena — Medicina Reprodutiva e Centro de Referência em Endometriose, com consultório no Edifício Vitrium, na Asa Sul de Brasília.

Vídeo · 1 min

A cirurgia de endometriose começa antes da primeira incisão

O Dr. Carlos Portocarrero mostra como a cirurgia de endometriose é planejada antes do centro cirúrgico: exame físico, estudo dos exames, a relação da doença com intestino, ureteres e bexiga e, em alguns casos, a participação do proctologista ou do urologista.

Ler a transcrição

Uma cirurgia de endometriose não começa quando fazemos a primeira incisão. Ela começa muito antes, com exame físico detalhado. A seguir, estudo os exames tentando entender onde está a doença, sua relação com o intestino, ureteres, bexiga e outras estruturas importantes da pelve.

Em alguns casos, também precisamos antecipar a participação de outras especialidades, como o proctologista ou o urologista. Esse planejamento permite entrar na cirurgia sabendo quais dificuldades podemos encontrar e quais estruturas precisamos preservar.

Quando uma paciente me pergunta o que considero mais importante em uma cirurgia complexa, a minha resposta é simples: tecnologia ajuda muito, mas segurança começa com diagnóstico, planejamento e estratégia.

Vídeo · 1 min

Endometrioma e desejo de engravidar: a pergunta antes da cirurgia

O Dr. Carlos Portocarrero explica por que, quando há endometrioma e desejo de engravidar, a decisão pela cirurgia considera a reserva ovariana: tamanho e características do cisto, sintomas, evolução, idade, histórico reprodutivo e planos de gravidez.

Ler a transcrição

Se você tem um endometrioma e ainda deseja engravidar, existe uma pergunta que precisa ser feita antes de decidir pela cirurgia. O que essa intervenção pode representar para sua reserva ovariana? Nem todo endometrioma precisa ser operado.

Eu avalio o tamanho e características do cisto, sintomas, evolução, idade, reserva ovariana, histórico reprodutivo e planos de gravidez. Porque existe uma particularidade importante: o ovário é ao mesmo tempo local onde está a doença e uma estrutura fundamental para o futuro reprodutivo daquela mulher.

Há situações em que operar é a melhor decisão, em outras talvez seja melhor acompanhar ou pensar primeiro em uma estratégia reprodutiva, como congelamento de óvulos, embriões ou partir para tentar gravidez espontânea.

Por isso, quando a endometriose chega ao ovário, cirurgia e fertilidade precisam ser discutidas juntas.

Nem toda endometriose profunda é cirúrgica. O desejo reprodutivo pesa tanto quanto a extensão da doença.

Dúvidas frequentes

Endometriose tem cura?
A endometriose é uma doença crônica, mas tem tratamento. Com acompanhamento adequado é possível controlar os sintomas, preservar a fertilidade e recuperar a qualidade de vida.
Endometriose sempre causa infertilidade?
Não. Muitas mulheres com endometriose engravidam naturalmente. Quando há dificuldade, existem tratamentos que vão da cirurgia à reprodução assistida, avaliados caso a caso.
Onde fazer o tratamento de endometriose em Brasília?
O Dr. Carlos Portocarrero atende na Bonvena, no Edifício Vitrium Centro Médico Inteligente, na Asa Sul de Brasília-DF, com estrutura completa para diagnóstico e tratamento clínico ou cirúrgico da endometriose.
Dr. Carlos Portocarrero, ginecologista em Brasília

Tem dúvidas sobre o seu caso?

Avaliação individual no Edifício Vitrium, Asa Sul. A equipe confirma o horário.

Agendar consulta

3 posts

Endometriose em imagens

Arte "Mito ou verdade" com a frase "Endometriose é só uma cólica forte" e a resposta: mito.

Mito ou verdade: "Endometriose é só uma cólica forte"

Você já ouviu alguém dizer que aquela cólica insuportável é "normal"?

Ler a legenda completa

Com a correria do dia a dia e as mudanças de rotina neste período do ano, muitas mulheres acabam adiando o cuidado com sintomas que se repetem mês após mês — e a dor menstrual intensa é um deles. A endometriose vai muito além de uma cólica forte: é uma doença inflamatória crônica que pode comprometer a qualidade de vida e, em alguns casos, a fertilidade. Reconhecer os sinais precocemente faz toda a diferença na condução do tratamento.

  • Cólicas intensas que atrapalham as atividades do dia a dia não são normais
  • Dor durante a relação sexual pode ser um sinal de alerta
  • Sangramento menstrual muito intenso ou prolongado merece avaliação
  • Dificuldade para engravidar também pode estar relacionada ao quadro
  • O diagnóstico precoce amplia as possibilidades de tratamento

Cuidar da saúde reprodutiva é um ato de autocuidado. Ficar atenta ao próprio corpo e buscar acompanhamento médico regularmente é o caminho mais seguro para identificar alterações e agir a tempo.

Se você se identificou com algum desses sinais, agende uma consulta e converse com quem entende do assunto.

Conteúdo educativo — não substitui a consulta médica.

Ler o texto da imagem

Mito ou verdade: "Endometriose é só uma cólica forte"

Mito. É uma doença inflamatória crônica que pode afetar a fertilidade — o diagnóstico precoce muda o tratamento.

Arte "O que os números dizem": 7 anos é o tempo médio até o diagnóstico de endometriose.

O tempo médio até o diagnóstico de endometriose

Você já ouviu alguém dizer que "cólica forte é normal"? Essa frase, repetida por anos, é uma das razões por trás de um número que precisa mudar.

Ler a legenda completa

A demora no diagnóstico de endometriose ainda é uma realidade para muitas mulheres. Entre os primeiros sintomas e a confirmação, o tempo médio de espera é longo — e nesse período, a dor costuma ser tratada como algo passageiro, quando na verdade pode ser um sinal importante do corpo pedindo atenção. Reconhecer o padrão da dor faz toda a diferença para antecipar esse caminho e ampliar as possibilidades de tratamento.

  • Cólicas intensas que atrapalham as atividades do dia a dia não são "normais"
  • Dor durante a relação sexual merece investigação
  • Alterações intestinais ou urinárias no período menstrual também são sinais de alerta
  • Histórico familiar de endometriose aumenta a atenção necessária
  • Dificuldade para engravidar pode estar relacionada à doença

Cuidar da saúde ginecológica passa por ouvir o próprio corpo e não naturalizar dores que fogem do esperado. Quanto antes o padrão é identificado, mais cedo é possível conversar sobre as opções de acompanhamento adequadas para cada caso.

Se você se identificou com algum desses sinais, agende uma consulta e converse com o especialista.

Conteúdo educativo — não substitui a consulta médica.

Ler o texto da imagem

7 anos

É o tempo médio até o diagnóstico de endometriose

Reconhecer o padrão da dor encurta essa espera — e muda o tratamento possível.

Arte "Você sabia" com a lista de cinco sinais de endometriose que pedem atenção.

Sinais de endometriose que pedem atenção

Aquela cólica que vem piorando a cada ciclo é normal ou merece atenção?

Ler a legenda completa

Com a rotina corrida do dia a dia, é comum ignorarmos sinais que o corpo dá, atribuindo tudo ao estresse ou ao próprio ciclo menstrual. Mas alguns sintomas persistentes podem indicar endometriose, uma condição que afeta a qualidade de vida e a fertilidade de muitas mulheres, e que precisa ser diagnosticada e acompanhada de perto.

  • Cólica que piora a cada ciclo
  • Dor durante a relação íntima
  • Sangramento fora do período
  • Dificuldade para engravidar
  • Fadiga que não passa com repouso

O cuidado começa em reconhecer esses sinais e buscar orientação médica especializada. Quanto antes o diagnóstico, mais possibilidades de manejo e mais qualidade de vida para a paciente. A clínica reforça: prevenção e acompanhamento regular fazem toda a diferença.

Se você se identificou com algum desses sinais, agende uma consulta e converse com quem entende do assunto.

Conteúdo educativo — não substitui a consulta médica.

Ler o texto da imagem

Sinais de endometriose que pedem atenção

  • Cólica que piora a cada ciclo
  • Dor durante a relação íntima
  • Sangramento fora do período
  • Dificuldade para engravidar
  • Fadiga que não passa com repouso
  • Capa: "Sua cólica não é normal?", com a foto de uma mulher com as mãos sobre o abdômen.
  • Lâmina "O que é adenomiose", com três itens numerados.
  • Lâmina "Sintomas mais comuns", com três itens numerados.
  • Lâmina "Quem pode ser afetada", com três itens numerados.
  • Lâmina "Como é diagnosticada", com três itens numerados.
  • Lâmina "Formas de acompanhamento", com a foto de uma mulher com as mãos sobre o abdômen.
  • Lâmina final "Vamos conversar sobre isso?", com a foto do Dr. Carlos Portocarrero de jaleco.

Deslize · 7 imagens

7 imagens

Adenomiose: quando o endométrio invade o miométrio

Ler o texto das 7 imagens
  1. Imagem 1 de 7

    Sua cólica não é normal?

    Descubra o que pode estar por trás de dores menstruais intensas.

  2. Imagem 2 de 7

    O que é adenomiose

    O endométrio cresce dentro da parede do útero, o miométrio.

    • Tecido fora do lugar
    • Afeta o útero internamente
    • Diferente de endometriose
  3. Imagem 3 de 7

    Sintomas mais comuns

    Nem sempre os sinais são óbvios, mas merecem atenção.

    • Cólicas intensas
    • Sangramento volumoso
    • Dor pélvica crônica
  4. Imagem 4 de 7

    Quem pode ser afetada

    Costuma aparecer em mulheres com mais idade e após partos.

    • Mulheres 35+
    • Histórico de partos
    • Cirurgias uterinas prévias
  5. Imagem 5 de 7

    Como é diagnosticada

    Exames de imagem ajudam a identificar a condição com precisão.

    • Ultrassom transvaginal
    • Ressonância magnética
    • Avaliação clínica detalhada
  6. Imagem 6 de 7

    Formas de acompanhamento

    O tratamento é individualizado, conforme sintomas e objetivos.

    • Controle hormonal
    • Opções cirúrgicas
    • Foco na qualidade de vida
  7. Imagem 7 de 7

    Vamos conversar sobre isso?

    Agende sua consulta e tire suas dúvidas com cuidado especializado.

  • Capa: "Dor pélvica crônica não é normal", com a foto de um médico de jaleco em consulta.
  • Lâmina "Quando a dor vira alerta", com quatro itens.
  • Lâmina "Causas possíveis por trás da dor", com quatro itens.
  • Lâmina "Diagnóstico correto faz diferença", com quatro itens.
  • Lâmina final "Vamos conversar sobre isso?", com a foto de um médico de jaleco em consulta.

Deslize · 5 imagens

5 imagens

Dor pélvica crônica: investigação e abordagem

Toda semana chega no consultório alguém que carrega a mesma frase: "acho que é normal, minha mãe também sentia isso". A dor pélvica crônica costuma ser explicada assim, como herança ou como parte do ciclo, e acaba sendo empurrada com analgésico mês após mês.

Ler a legenda completa

Dor que atrapalha a rotina, que impede de trabalhar, estudar ou simplesmente descansar não deveria ser tratada como rotina. Ela pode estar ligada a endometriose, miomas, aderências ou outras condições ginecológicas que têm diagnóstico e acompanhamento adequados. Quanto antes o quadro é investigado, mais cedo vem o alívio e mais chances existem de preservar a saúde reprodutiva a longo prazo.

Se a dor pélvica se repete todos os meses e interfere na sua vida, procure avaliação especializada com um ginecologista de confiança.

Conteúdo educativo, não substitui a consulta médica.

Ler o texto das 5 imagens
  1. Imagem 1 de 5

    Dor pélvica crônica não é normal

    Conviver com dor todos os meses não deveria ser sua rotina.

  2. Imagem 2 de 5

    Quando a dor vira alerta

    • Piora com o ciclo
    • Interfere no trabalho
    • Some a libido
    • Dura mais de 6 meses
  3. Imagem 3 de 5

    Causas possíveis por trás da dor

    • Endometriose silenciosa
    • Alterações hormonais
    • Questões musculares
    • Fatores emocionais
  4. Imagem 4 de 5

    Diagnóstico correto faz diferença

    • Histórico detalhado
    • Exame físico completo
    • Exames de imagem
    • Escuta atenta
  5. Imagem 5 de 5

    Vamos conversar sobre isso?

    Agende sua consulta e leve suas dúvidas com segurança.

Procure avaliação especializada.